Projeto que cria protocolo para detectar transtornos psíquicos em bebês é aprovado

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A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (29), o projeto que cria a obrigatoriedade de o Sistema Único de Saúde (SUS) adotar um sistema de avaliação médica para identificar os riscos de desenvolvimento de transtornos psíquico, como o autismo, em crianças de até 1 ano e meio. O deputado federal do Solidariedade Delegado Francischini (PR) foi o relator da proposta, que seguiu para sanção presidencial.

Com a aprovação do PL 5501/13, um protocolo será aplicado na rede pública de saúde nos bebês de até 18 meses, o que não só facilitará a detecção dos transtornos de forma precoce, mas também auxiliará no tratamento. “Estamos dando um passo gigantesco no nosso País, criando ferramentas para que os profissionais de saúde deem o primeiro atendimento a pais e mães de crianças autistas”, afirmou Francischini, que tem um filho com o transtorno. “Hoje, infelizmente, só quem tem condições financeiras melhores pode levar os filhos para clínicas particulares, buscar médicos que tenham uma capacidade de acesso maior a estudos, que possam tratar melhor a criança.”

O projeto não diz respeito apenas ao autismo, mas ele é o que mais acomete crianças com algum problema psíquico. De acordo com o Movimento Orgulho Autista Brasil, estima-se que haja 2 milhões de autistas no País. No entanto, como os principais sintomas são a dificuldade de comunicação e de interações sociais, o transtorno só é descoberto quando a criança tem entre 3 e 6 anos.

O autismo não tem cura, mas o diagnóstico precoce é fundamental para estimular o desenvolvimento. Quando o tratamento começa antes dos 3 anos, a melhora dos sintomas chega a 80%, mas fica comprometida conforme a idade da criança avança.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo será celebrado no dia 2 de abril, quando haverá uma série de atos em todo o Brasil destacando a cor azul, em referência aos “anjos azuis”, como são conhecidos os autistas.